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COLUNA SOCIAL

Missionária Elaine Pereira Andrade_ uma vida Dedicada ao amor e a fé.

  Uma Mensagem de Esperança e Transformação no Coração do Nordeste No vasto cenário da espiritualidade nordestina, poucos nomes se destacam ...

Revista Diva Nordeste

sexta-feira, 26 de junho de 2020

Quem é Santa Dulce dos Pobres, o Anjo Bom da Bahia.


“Se fosse preciso, começaria tudo outra vez do mesmo jeito, andando pelo mesmo caminho de dificuldades, pois a fé, que nunca me abandona, me daria forças para ir sempre em frente.” A frase é de Maria Rita Lopes Pontes – ou, melhor, Santa Dulce dos Pobres.A Igreja Católica reconhece neste domingo (13/10/2019) a santidade da freira baiana Irmã Dulce. A cerimônia no Vaticano, marcada para às 5h (horário de Brasília), será presidida pelo papa Francisco.
A partir de então, o Anjo Bom da Bahia, como é popularmente conhecida, será chamada oficialmente de Santa Dulce dos Pobres. Esta é a primeira canonização da história de uma mulher nascida no Brasil.
Irmã Dulce teve uma vida marcada por trabalhos assistenciais feitos em comunidades carentes de Salvador (BA). O Anjo Bom da Bahia realizou diversos milagres, segundo testemunhas. Um deles, a cura de um maestro que voltou a enxergar, foi a chave para ser elevada aos altares.“A gente não vê, na história, ela fazendo novena, rezando o terço. Possivelmente ela fazia isso sozinha. A gente só vê a Irmã Dulce trabalhando, desafiando tudo e todos para poder atender os mais pobres”, explica o jornalista Renato Riella, que conviveu 24 anos com a futura santa.
Renato Riella nasceu em Salvador e assistiu de perto às obras da beata. O profissional de comunicação conta ter conhecido a Irmã Dulce na década de 1960 no armazém do pai dele. Iniciante no ofício, a mulher aparecia constantemente em uma Kombi velha para “pegar” alimentos.
“Era alguém com a vaidade controlada, o que revela uma absurda missão, talvez a maior de todas elas: atender aos baianos. Isso fez a vida toda, desde os 13 anos de idade. Atendendo, pulando”, relata o jornalista ao Metrópoles.

A vida de irmã Dulce
Maria Rita Lopes Pontes nasceu em 1914, em Salvador. Filha de pais ricos, a jovem sempre teve a vocação de ajudar os mais pobres, segundo relatos de pessoas que conviveram com ela.
Aos 13 anos, a jovem Maria Rita passou a acolher mendigos e doentes em sua casa, transformando a residência da família.


Matriarca de Cacimbinhas lembra de chacina praticada por bando de Lampião.




Ex-prefeita de Cacimbinhas e matriarca de uma das famílias mais tradicionais da política alagoana, Dona Noêmia Wanderley tinha sete anos de idade na época em que o bando de lampião invadiu a cidade e matou a tiros o seu avô, um primo e um empregado da fazenda.
Hoje, com 89 anos de idade, Dona Noêmia ainda lembra do triste episódio, ocorrido no ano de 1936, na Fazenda Manibu, de propriedade de seu avô Antônio da Costa Ferro.
A matriarca relatou os detalhes da chacina, na manhã desta quarta-feira (14), na casa em que ocorreu a tragédia familiar, durante entrevista para a equipe de produção do documentário audiovisual Raízes de Arapiraca.
Idealizado pelo deputado estadual Ricardo Nezinho, o projeto teve sua primeira etapa lançada, no ano passado, com o relato de 40 nativos e antigos moradores que ajudaram a construir a história da terra de Manoel André, o fundador de Arapiraca vindo da cidade de Cacimbinhas.

Dona Noêmia, que é mãe do médico-cardiologista José Wanderley Neto, do ex-prefeito Roberto Wanderley e avó do presidente da Associação dos Municípios Alagoanos (AMA) e atual prefeito de Cacimbinhas Hugo Wanderley, disse que na chacina morreram seu avô Antônio da Costa Ferro, o primo dele Petronílio Freitas Camelo e o empregado conhecido como Inácio.
“Acredito que os cangaceiros estavam à procura de dinheiro e comida para abastecer o bando. Como meu avô era um homem muito valente, lutou com aqueles homens e acabou morto na chacina”, acrescentou Dona Noêmia, que sempre visitava Arapiraca como afilhada de Afra de Albuquerque Lima e prima legítima do já falecido deputado estadual arapiraquense Claudenor de Albuquerque Lima.
http://www.raizesdearapiraca.com.br/matriarca-de-cacimbinhas-lembra-de-chacina-praticada-por-bando-de-lampiao/

Rainha do Cangaço Maria Bonita. Adiva Nordeste

Creative

Maria Bonita ingressa no cangaço em 1931, aos 20 anos. Na esteira do banditismo praticado pelo bando no Sertão nordestino, a cangaceira vive um amor com famoso e temido Lampião, chefe dos bandoleiros. Após a entrada de Maria Bonita no cangaço, outras mulheres também ingressaram no bando.
Marylo Alex afirma que a cangaceira teve um papel de liderança entre os cangaceiros, por ser esposa de Lampião. O historiador destaca que a figura da mulher no meio de um grupo formado por homens temidos em toda região, pode ser abordada pelo Enem.
“Maria Bonita em relação ao Enem, pode ser abordada em questão ao cangaço. A questão do cangaço no Nordeste e a figura da mulher no cangaço de certa forma começa a partir dela. Quando Maria Bonita ingressa no bando de lampião, outras mulheres vão acompanhar esse bando de bandoleiros, assaltantes e justiceiros. Elas começam acompanhar dando suporte. Ela acaba tendo um papel de liderança junto ao lampião, e é uma figura que no Nordeste cria toda essa imagem de mulher forte, de uma mulher com papel de liderança, sempre associando seu nome ao Lampião”, ressalta.
As cangaceiras que engravidavam ficavam escondidas durante a gestação por causa das batalhas sangrentas travadas pelos bandoleiros. Após o nascimento do bebê, entregavam a criança aos parentes e retornavam ao cangaço. Durante a sua vida ao lado de Lampião, Maria Bonita gerou Expedita de Oliveira Ferreira Nunes, nascida à sombra de um umbuzeiro, no meio da Caatinga, no estado de Sergipe. Estudiosos divergem quanto ao parentesco dos gêmeos Ananias Gomes de Oliveira e Arlindo Gomes de Oliveira, até então considerados filhos do casal.
Zefa da Guia, parteira e benzedeira quilombola. ADiva Nordeste.


Dona Zefa sempre conta sua história de vida começando por seu próprio nascimento. Ela nasceu empelicada (dentro da bolsa das águas), algo raro, e por isso, conta que trouxe seus dons e experiências do berço – muitas parteiras compreendem que crianças que nascem dentro da bolsa trazem dons espirituais. Dona Zefa expressou esses dons desde criança, começou a rezar aos sete anos, e aos onze fez seu primeiro parto. Desde então ela nunca mais parou de benzer e “pegar menino”.

Hoje, cerca de cem pessoas de todos os lugares do nordeste chegam até o quilombo de Serra da Guia para encontrar dona Zefa em busca de auxilio espiritual, cura para doenças e conselhos sobre a vida. A popularidade de Zefa nasceu do trabalho que dedica há quase sessenta anos como parteira e benzedeira da região. Entendemos melhor sua história quando, ao tentar encontrar o quilombo, perguntamos para as pessoas que encontramos nas estradas, e na vida de todas aquelas pessoas, Dona Zefa tinha passado de alguma forma marcante. Ouvíamos de cada um algo diferente: “Zefa foi quem pegou meus filhos” ou “Zefa batizou um menino meu”, “Dona Zefa é que nem uma mãe pra mim”.
Ao lado de sua casa, entrei em uma salinha pequena que ela utiliza para os atendimentos espirituais, em seu altar há imagens de orixás africanos e santos, e pude sentir a força daquele lugar que recebe orações e rezas todos os dias. Ao começar a reza, Dona Zefa fechou os olhos, e começou a entoar uma canção para incorporar o espírito de um caboclo. Ela ouvia as questões que cada pessoa trazia, e sempre com os olhos fechados, cantava músicas, limpava a energia com o movimento das mãos, e no final sempre passava receitas que utilizava plantas medicinais, através de banhos, xaropes, chás, óleos, garrafadas e também aconselhava de maneira séria sobre hábitos e comportamentos durante o tratamento.
Encostado à pequena sala de rezas, havia um outro cômodo onde ela faz atendimento em gestantes. Ela me explicou que nos últimos anos, escolheu diminuir os atendimentos  aos partos, e que só “pegava os meninos” quando via que não daria tempo de chegar no hospital, pois estava cada vez mais difícil registrar as crianças que nasciam no quilombo. Ela tinha uma grande preocupação: por ser analfabeta, a única forma como poderia passar adiante seus saberes era de forma oral, porém os mais jovem no quilombo não tinham interesse em dar continuidade nessa profissão. Com sua poesia natural, disse que não sabia “o que os ramos e os frutos de suas raízes dariam” e ficava triste com isso. Seus saberes são sua maior herança e transmiti-los seria a maneira de permanecer viva, por isso pediu que guardássemos no coração o que estávamos vivendo e aprendendo naquele momento.
Dona Zefa tem importante representatividade política e social, principalmente no que se refere a assuntos relacionados com consciência negra, empoderamento das mulheres e saberes tradicionais. Em um blog na internet dedicado à ela, é possível encontrar fotos de um encontro com a zen-budista monja Cohen e recebendo homenagens de pessoas como o ex- presidente Lula e Dilma Roussef. Ela foi uma das responsáveis pela conquista da energia elétrica através das placas solares na comunidade. Mas ainda tem muitos motivos para lutar, uma vez que o saneamento básico é muito precário e não há água encanada, sendo essa uma das grandes pautas políticas da Dona Zefa, que não quer morrer antes de garantir que esse direito chegue ali. Nos períodos de seca mais intensos, o exército vem à comunidade com caminhões-pipa para abastecer o poço.
O momento das refeições era uma verdadeira reunião em sua casa. Comida não faltava ali, muito menos pessoas para se alimentarem. Crianças, parentes, amigos, filhos adotivos, todo mundo ia chegando ao sentir o cheiro do arroz com feijão. Dona Zefa comia e rezava ao mesmo tempo: “Graças a Deus, aqui nunca faltou comida, não! Pode chegar quem quiser”. No quilombo, vivem cerca de oitenta famílias que se sustentam através da agricultura familiar, onde o feijão e o milho são os protagonistas na mesa das pessoas. Ela acorda junto com o Sol todos os dias, e nos disse com firmeza “Quem muito dorme pouco aprende, minha filha”.
Dona Zefa mandou chamar uma moça do quilombo que estava grávida, pois queria nos mostrar como fazia os atendimentos com as gestantes. Antes da moça chegar, ela foi até sua sala de atendimento, forrou a maca com um lençol todo florido, se vestiu com uma camisa branca e certificou que tudo estava limpinho e organizado. Quando a gestante chegou, elas se abraçaram e já foi se deitando na maca. Zefa me mostrou toda atenciosa a forma como ela tocava a barriga, como sentia o encaixe do bebê, onde estavam as costas e a cabecinha e me explicou sobre a posição do útero, colocando minha mão junta à dela e me ensinando como se apalpava a barriga. Em certos momentos, com toda naturalidade que lhe pertencia, fechava os olhos e falava algumas palavras em reza, pedindo para que a moça continuasse tendo uma gestação saudável e que tivesse um bom parto.
Durante o atendimento, Dona Zefa e a gestante iam trocando conversa. Zefa perguntava sobre sua vida e sobre seu o marido. Seu parto seria no hospital por conta da burocracia do registro dos bebês e lamentou quando falou sobre a diferença do tratamento que recebia na salinha de Dona Zefa ao que recebia no hospital: “Aqui é tratamento VIP”. Mais tarde a mesma moça, me confidenciou que ela se preocupava muito com o que aconteceria com o quilombo depois que Zefa partisse. E no mesmo dia, ouvi de Zefa “se eu pudesse, eu não morria, queria ficar muito tempo mais, pra construir, ajudar e fazer uma coisa que pudesse agradar”.